Domingo, 21 de Janeiro de 2007

...

 

Olá! Hoje venho falar de um problema muito grave e que pode vir a piorar, o Aborto.

Vou começar por dar a minha opinião: eu muito sinceramente acho que o Aborto devia ser despenalizado e passo a dar algumas razões para esta minha opinião:

1)                          todas as mulheres têm o direito de decidir, de acordo com a sua consciência, se querem ou não ter um filho;

2)                          face a uma gravidez indesejável, só a mulher sabe se tem condições sociais, psicológicas e económicas para manter uma criança;

3)                          se o Aborto não for despenalizado, as mulheres que decidirem fazer o Aborto ilegalmente serão penalizadas e tratadas como criminosas.

 

Eu sei que existem muitas pessoas que são contra o Aborto e respeito as suas opiniões, mas também existem pessoas que, no caso de o Aborto não ser despenalizado, serão muito prejudicadas, vou dar um exemplo: uma rapariga com 20/ 21 anos que está na universidade e engravida acidentalmente, o que é que acontece?  Existem duas hipóteses:

1ª) a rapariga decide, com o apoio ou não do namorado, ter a criança e deixar os estudos para que possa trabalhar para sustentar o filho;

Ou

2ª) decide fazer um Aborto ilegalmente, o que pode levar a consequências muito graves a nível físico, isto no caso de o Aborto não ser despenalizado.

A sociedade tem o dever de respeitar a posição das mulheres que recorrem ao Aborto porque nenhuma concepção filosófica, religiosa ou ideológica tem o direito de se sobrepor à sua decisão pessoal e do foro privado. A sociedade democrática deve respeitar a dignidade das mulheres e não julgá-las por tomarem decisões que não são do domínio público.

Esta é a minha opinião e a de muitas outras mulheres.

Comentem , dêm-me a vossa opinião acerca deste assunto, pois este é um assunto que diz respeito a todos.

Fiquem bem          Bjs Sofia-Sama

 

publicado por sofia-sama às 15:58
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2 comentários:
De Jorge Vicente a 22 de Janeiro de 2007 às 18:02
olá, sofia.

obrigado pelo comentário que fizeste ao meu poema! gostei muito! eu também sou favorável à despenalização, mas nunca concordei muito com o primeiro argumento. para mim, a principal razão não está se a mulher tem o direito a escolher o que fazer sobre o próprio corpo, mas sim em que há mulheres em condições péssimas a nível económico e social que não vêm alternativa a não ser o aborto.

Os sectores da Igreja mais moderados (não os radicais. Para esses, os defensores da despenalização são todos terroristas) defendem que devia haver alternativas. Neste momento, não há ou há poucas.

No caso que tu falaste, se eu fosse mulher decidiria ter o filho. Provavelmente, teria mais condições do que uma adolescente de 13, 14, 15 anos que essas aí é um flagelo para a vista vê-las com barriga. Mas, muitas, mesmo na faculdade, não as têm.

No entanto, houve um caso de um casal que optou pelo aborto que me deixou na dúvida. Era um casal de 30 anos que não queria ter filhos. Ela ficou grávida. E o casal decidiu fazer um aborto porque poderia afectar a carreira profissional. Nesse caso, fiquei com sérias dúvidas.

Por isso, voto sim por aquelas que morrem e que não têm condições nenhumas. acho que é por elas que a lei devia mudar. não para as outras que têm todas as condições.

Por falar nisso, devias ver um filme que fala sobre o aborto. Chama-se Regras da Casa. O Michael Caine é dono de um orfanato e de uma clínica de abortos.

um beijinho
jorge

P.S. E não há ninguém que seja a favor do Aborto. Toda a gente é contra. A questão é saber se as mulheres deviam ser presas por isso ou não.
De nomead a 23 de Janeiro de 2007 às 19:50
Não é por mal, mas irrita um bocado alguns dos erros ortográficos que por aqui se passeiam.

Há um então que é intolerável:
"vêm" não é "ver" no plural.
"dêm" não existe.

Quanto ao aborto, há muito pouco rigor nos argumentos de parte a parte.
O argumento dos partidários da "defesa da vida" falham porque não são consequentes, na medida que, por exemplo, a aborto deveria ser proibido em toda e qualquer circunstância, violações e deficiências inclusive.
Os argumentos dos "pró escolha" falham porque querem conciliar o inconciliável, isto é, ao considerar que há uma vida intra-uterina, e que esta tem direito à vida, têm de concluir necessariamente que há um homicídio na prática do aborto.

Depois há a abordagem prática, nomeadamente:
1 - é possível impedir o homicídio que é o aborto?
2 - ao impedir o homicídio que é o aborto não estaremos a cometer crimes mais graves que aquele que pretendemos prevenir?

Os Utilitaristas teriam de fazer a aritmética dessas duas questões, e não é simples.

Eu como sou liberal e utilitarista, sou totalmente a favor do aborto.

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